“O mercado imobiliário será melhor em 2021”

Roberto Sampaio: Engenheiro civil pela UFRJ com mestrado em habitação. Trabalha no sistema financeiro com foco no setor imobiliário desde 1986. Fundador da divisão de investimentos imobiliários da Empírica.

O século 21 está abrindo espaço para novas formas de construir, com impactos mais positivos sobre a saúde, o bem-estar e o conforto das pessoas e olhando para o meio ambiente.
O século 21 e a consciência ambiental estão abrindo espaço para novas formas de construir, que afetam também a forma de viver das pessoas. Cada nova técnica, à sua maneira, pretende combater os problemas ambientais gerados pelo setor da construção civil, que, de acordo com estimativas, responde por 50% dos resíduos sólidos gerados pelas atividades humanas no mundo. Para o Conselho Internacional da Construção (CIB), esse setor é o maior consumidor de recursos naturais e de energia de forma intensiva.  

O avanço acontece a passos lentos e depende muito da postura de cada um de nós. A aceitação de algumas dessas ideias é delicada por conta dos materiais como por exemplos as paredes de isopor.

Os painéis de fato são de isopor, mas têm uma densidade muitíssimo maior do que aqueles comprados nas papelarias. As placas são encomendadas nos tamanhos exatos para montar as paredes. A obra consiste em uma base de concreto com ferragens em determinados pontos. As partes chegam de caminhão, são encaixadas e parafusadas às ferragens. Depois são recobertas com uma malha de ferro e recebem uma camada de argamassa com uma máquina de jateamento.  
Outra técnica surpreendente são as  conhecidas como obras secas (por usarem pouca água), limpas (porque produzem pouquíssimo entulho) e rápidas (por serem montadas a partir de peças pré-fabricadas), as alternativas apresentadas já são muito utilizadas nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. Mas no Brasil ainda são incipientes. Os grandes gargalos desses novos sistemas aqui estão na mão de obra especializada e na mentalidade do mercado imobiliário.

Além das vantagens mercadológicas e financeiras, a boa notícia é que estudos já comprovam o impacto positivo do espaço construído sobre a saúde, o bem-estar e o conforto das pessoas que o ocupam – seja a trabalho, estudo, lazer ou para viver.  

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